Entre dizer realmente o que penso, sinto e sou, escolho silenciar. Afinal minhas reais percepções prescindem dos fatos.
São puras e irremediáveis contradições. Entretanto não delimite-as pois sou tão inscontante quanto o próprio tempo. Pode ser que, a qualquer momento algo novo e totalmente imprevisível aconteça e o que eu havia sentido, pensado e sido nem mais exista. Pertença apenas a nostalgia ou a impressão que tenha na verdade existido. Tenha sido, talvez, uma doce contradição - Um déjavu de constrastes & revelações efêmeras.
Gostes ou não, seremos abandonados e abandonaremos. Nossa incapacidade em proteger os que amamos é inevitável e factual, assim como o abandono de si e do outro.
Há um elo vital entre o discurso amoroso e a sua separação. Nascemos e morremos tentando realizar o objeto de nosso desejo. Neste caso, a vivência & experiência de um amor possível.
Nosso desejo carrega uma grande incapacidade e inaptabilidade em lidar com perdas e insatisfações. Vivê-lo requer a sutil maestria de lidar com a ausência da possibilidade de realização.