segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A prática da liberdade consiste em transgredir sua definição e exercício.
Ela, em sua totalidade, nunca é plena.
Precisa sim, ser conquistada e merecida diariamente.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Instrumentos de Efêmero Prazer




Somos reproduções ensaístas de nosso tempo. Transitamos de forma presunçosa e pretensiosa num universo efêmero, intransigente e premente. Suponho que gostemos disso ou da forma apresentada e revelada e também por compreendermos esse universo circundante como conhecido, presumido e oferecido sem esforço algum e com absoluta falta de estilo.

Somos filhos da rede social, da conectividade, da interatividade. Descansamos entre bits, vivemos conectados e atrelados por e-mails. Spams possuem reinado absoluto e somos consumidos pela guerra info overload, Nossas vidas são representadas, estampadas e parecemos prescindir igualmente de individualidade em detrimento ao absurdo coletivo. Uma histeria midiática, volátil e impassível. Um império efêmero e implacável.

Abrimos antecedentes para consumir e consumar o que somos, pensamos e sentimos. Uniformizamos tudo, liquidificamos. Pasteurizamos as relações humanas. Parecemos prescindir de memória pregressa. Limitamos essas relações aos perfis que idealizamos e que fingimos. Sucumbimos ao paraíso artificial que acontece dentro e fora de nós. Rápido, implacável, intransigente, intolerante e desejosamente fugaz.

Insistimos em delegar a mídia e seus estereótipos uma “falsa” consciência e ordem dos acontecimentos de nosso tempo. Uma asfixia estudada e imbecilizada dos programas de TV, da retórica e supressão dos realities shows – nossa vida cuspida, escarrada e violentada bem na frente dos nossos olhos. Metálicas emoções e indiferentes consciências engordando a lista de vidiotas catatônicos e desbussolados de plantão.

Ameaçadora, a mídia e seus segmentos parecem orbitar nossa geração, todavia tamanha diabolização não reúne em si uma única e espiada culpa. Faço uso agora, das palavras do rtfilósofo francês, Gilles Lipovetsky, em seu livro Metamorfoses da Cultura Liberal , para que possamos abrir e estabelecer um viés para tal compreensão:

(...) A mídia, de fato, é uma das forças subentendidas na formidável dinâmica de individualização dos modos de vida e dos comportamentos da nossa época. A imprensa, o cinema, a publicidade e a televisão disseminaram no corpo social as normas da felicidade e do consumo privados, da liberdade individual, do lazer e das viagens e do prazer erótico: a realização íntima e a satisfação individual tornaram-se ideais de massa exaustivamente valorizados. Ao sacralizar o direito à autonomia individual, promovendo uma cultura relacional, celebrando o amor pelo corpo, os prazeres e o bem-estar privados, a mídia funcionou como agente de dissolução da força das tradições e das barreiras de classe, das morais rigoristas e das grandes ideologias políticas. Impôs-se como nova e legítima norma majoritária o viver aqui e agora, conforme as vontades próprias. A mídia acionou, ao mesmo tempo que os “objetos”, uma dinâmica de emancipação dos indivíduos em relação às autoridades institucionalizadas e às coerções identitárias.

Cabe a nós reinventar a vida a partir dessas constatações, cabe igualmente a utilização de filtros que nos permitam, com clareza, percebermos o Norte que os espíritos de influência midiática e virtual encerram em nossas vidas. O Inconformismo e o espírito crítico, a priori, devem estabelecer uma relação saudável de consciência e questionamento e por fim, emancipar-nos de ideologias capazes de nos instrumentarem para enxergarmos com clareza a linha tênue que separa a verdade de sua pretensa e famigerada constatação. Almas esfomeadas e reincidentes no crime de acreditar. Voilá!!!

Gilbert Antonio

www.gilbertantonio.com.br

* artigo publicado na revista digital Manuscrita: Confira www.manuscrita.com.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Há uma grande carga emocional em tudo o que escrevo. Não intenciono e nem tampouco desejo encantar e agradar a todos. Sou o resultado e soma de todas minhas crenças, descobertas, percepções , leituras, fracassos e insights. Entretanto, não se engane: Nada em mim, subsiste ou pode ser definido como absoluto e irremediável. As mudanças e revelações são apenas transitórias, como são também, os desejos. Ser na totalidade é um exercício árduo e demanda tempo, superação e desprendimento.
Insisto: Sempre vale a pena!


gilbert antonio

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domingo, 12 de setembro de 2010

Axiomas temporais: Que a tua eternidade dure apenas a fração da felicidade que tão solemente,
prometeste e já cumpriste.
gilbert antonio
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À flor da pela - minhas palavras tatuadas em teu corpo possuem a destreza de um leitor em braile.
Sim, tu me decifras e também me reconheces!
gilbert antonio
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sábado, 11 de setembro de 2010



Nem mesmo o silêncio e paz de grandes desertos
abrandariam minha sede e solidão de palavras.


gilbert antonio
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

I am a variation of tons and colours!
Such process brings up different approachings of myself.
Some of them meant to be true, some others are just the ideas or even preconceptions which people tend to have about who they think I am.

gilbert antonio
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