sexta-feira, 30 de abril de 2010


A verdade raramente é relevante, Ser sincero ainda é um atributo de poucos. Conviver com a natureza desta verdade e sinceridade é para insanos e corajosos... A hipocrisia e o interesse desmedidos ainda permeiam grande parte dos relacionamentos humanos. Fundamentam mentiras e constroem calúnias. Em seus respectivos legados há um altar para cada mentira que se tornou uma verdade. Fonte de cobiças são alheias às verdades e ardem silenciosas - queimam absolutas desejos e intenções. A ética e a verdade são apenas sinalizadores do que já se acreditou. A crença em pessoas e fatos são hoje os resquícios de uma geração assustadoramente dissimulada. Entre tantos desmandos escolho apenas ser - imperfeito, intenso e ferrenho defensor da verdade, da transparência e desta intolerância diante de atos infames , de pessoas fúteis, de ações criminosas contra a verdade, a sinceridade, o respeito e até mesmo ao amor. Pretensiosamente escolho Ser sobre o Ter e o Aparecer.

gilbert antonio
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Somos os sons das cidades, de outras dores e amores interrompidos...
Somos as batidas em compasso de nossas percepções e compreensões...

Somos o próprio pulso, o fluxo e ritmo de nossas escolhas, de nossos acertos & desafetos... Somos estas cidades imaginárias onde registramos e protegemos nossas memórias...
Infinitas vontades e gestos largos onde tudo é percebido, tocado e revelado...
Somos estes desacertos...rimas incertas... pura poesia visceral...
Somos enfim, estes relógios e seus ajustes...
Estas horas marcadas, definidas e compreendidas em início, meio e fim
nos permitindo ao luxo de constatarmos que não controlamos o tempo
e nem tampouco podemos cessá-lo ou bloqueá-lo,
apenas constatar que dele não sairemos ileso ou até mesmo incólumes...

Seremos então o que somos até agora:
Ritmo e Passagem.

Gilbert Antonio
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Sou feito de tudo,
de amor desejado,
de desejos amados,
de vontades incontroláveis,
de ousadia,
de ironia,
Sou um pouco de tudo,
de nada.
Sou ferida aberta, exposta,
sou tua dor que sangra,
teu sorriso largo,
teus medos primeiros,
Sou também tua dúvida,
minha culpa,
nossa fuga,
Sou doce segredo,
incógnito,
nexorável,
inevitável,
Outras vezes, sou
Encantador de Serpentes,
Mágico de terras distantes,
Marinheiro de outros mares,
estivador de sonhos
Sonhador incorrigível...
Tantas outras vezes, sou silêncio,
sou palavra usurpada,
traída, abstraída,
sou também o tamanho exato de tua indiferença;
encanto...
Escolho punhais...
A carne riscada pelas tuas palavras incoerentemente belas...
Sim, sou teimosamente intransigente,
incoerente e louco,
mas sei que não posso ser acusado de omissão,
pois a normalidade que se aplica a grande massa eu a vomito, cuspo, pois prefiro o fel, a dor, o amor, o horror e beleza de ser exatamente assim.

Gilbert Antonio
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Algumas pessoas ainda insistem em tentar vender suas idéias prontas
de mundo e de pessoas:
Ledo engano.

Isso é liquidação pura de si mesmas.

gilbert antonio
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segunda-feira, 19 de abril de 2010



Lavrando na pele esse amor
que calou fundo grandes cicatrizes
confundidas com tatuagens.

gilbert antonio
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domingo, 18 de abril de 2010

constatações

Já se passam as horas...
Com elas, lembranças, pessoas e histórias.
Correlatas memórias dissuadidas de suas respectivas verdades e origens fazem impérios e constroem fortalezas.

Nesse peito a espera ainda faz morada,
nesses olhos, uma nova e fugaz abordagem,
neles, nelas, nós sem amarras - selvagens recriando a origem das nossas emoções mais primitivas.

gilbert antonio
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