domingo, 6 de dezembro de 2009

equilibristas


Somos caóticos e equilibristas.
Na corda bamba, tentamos reter o tempo, pesar as medidas, sustentar uma verdade por dia, amar todas as vezes que imaginarmos que o amor pode ou deve ser medido pela decisão daqueles que nem ao certo, sabem que somos a origem de tal sentimento.

Somos equilibristas de plantão.
Cubrimos turnos, esperamos ônibus que não chegam no horário. Esquecemos guarda-chuvas, o pingo de baba de pasta de dente seco em nossas gravatas de gente que decidiu ser séria.
Somos a balança corpórea de emoções que não se pesam, pontos ansiosos em buscas de respostas instantâneas.
Somos contrapeso, estatística e perdição. Temos nomes, endereços, mas somos a massa ensandecida, sedente,mal-amada e enternecidas em dias onde a desgraça é o prato do dia.
Somos sofistas e hedonistas - outras vezes, apenas queremos um Big Mac - Coca-cola deveria sair da minha torneira e eu abasteceria a vizinhança em troca de batatas fritas e um sorriso jocoso da linha "mãonoqueixocaradefino".
Somos equilibristas desajeitados com as novas roupas casuais, usamos cores que sarcasticamente passeiam entre o nude e o gelo.
Nossos sorrisos ao amanhecer prescidem de espontaneidade e ao invés de leite, tomamos nossa dose de hipocrisia diariamente.
Somos pacificadores de uma resistência indolente. A banalização de emoções e sentimentos são pandemias sociais. Essa violência de indiferenças e intolerâncias caminha sorrateira entre nós. Come em nossas casas, dorme em nossas camas e nos abraçam quando a solidão já se instalou, primeiro em nossos poros e depois em nossas almas vazias, surrando em nossos ouvidos que vieram para ficar.

Somos equilibristas - Controlamos a hipertensão, embora tensos amaldiçoamos os desprovidos de beleza e cultivamos o corpo, o ranço, o medo e o preconceito. Bebemos o que odiamos e amamos o que ainda não conhecemos. Desejar, enfim transcende o conceito e desconhece sua origem.

Prefiro arriscar minha coragem em receitas menos convencionais e se eu estiver na iminiência de saltar do penhasco, saltarei de olhos bem abertos para apreciar tal experiência.

Somos equilibristas de emoçoes aleijadas, decrépitas - Prisioneiros de nossa própria liberdade.
Esse beijo de tão doce virou amargo, esse sonho de mil e uma noites, virou escuridão e desencontro.
Volto para o equilíbrio dessas palavras, enquanto na corda bamba eu assovio Carlos Cardel. Não balance, apenas equilibra-me e caminha comigo. Vamos atravessar essas palavras com destemidas emoções e atitudes e acender a luz, afinal estamos quase no final dessa corda e em nossas mãos essas esperanças feitas de sonhos e perdões.

gilbert antonio
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*catarses desequilibradas de um sonhador incorrigível.

sábado, 7 de novembro de 2009

Eu serei capaz de te amar quantas vezes se fizer necessário,
mas terás apenas uma única chance de receber o meu amor:
Quando provares que és capaz de viver de acordo com a verdade
dos sentimentos e não das palavras.
Tua atitude valerá por mil "eu te amos".



gilbert antonio
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Há uma precisão cirúrgica na descrição dos elementos da narrativa que compõem o que escrevo, bem como, a maestria com que certas emoções se auto- descrevem.Os protagonistas e seus prováveis arquétipos rondam impiedosos a realidade “real” e ficcional as quais, essas palavras nos conduzem. Essas palavras, servem, talvez, pretenciosamente como um alerta para os leitores desavisados e contaminados pela visão simplista e taxativa com que alguns de nós, estamos acostumados a interpretar e ousadamente definir tal exercício interior. As palavras que tenho em mãos conduzem para o interior desnudo de si mesmas e expressam a relação estabelecida com o meu universo e comigo – sempre viscerais, instigantes. Reflexos, na verdade, da condição excludente, da violência urbana, da estética travestida de realismo, onde, de fato, não há espaços para piedade ou auto comisseração, mas sim, para a evidência e prova cabal das constatações, fobias e ânsias emocionais. Definitivamente não ficamos à deriva, na verdade, estamos em alto mar, estamos na iminiência de presenciar e constatar nossos medos, nossas loucuras absurdamente controladas e socialmente aceitas ou negadas. Ler-me é encontrar-se com a minha fala interior, escarrada e desprovida de todo e qualquer pudor, é, em síntese um soco no estômago. É, de fato um realismo fantástico que difere do autor mas quando lido, entretanto, é autoral nos espreitando silencioso , pronto para revelar o inusitado, pronto para despertar nossos monstros mais sagrados.

Gilbert Antonio
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Na iminiência de saltar do penhasco,

lanço-me de olhos bem abertos para apreciar tal descoberta,

pois viver ultrapassa todo e qualquer entendimento.

gilbert antonio
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009


O melhor das relações não convencionais é o que as mesmas revelam:
Lindas surpresas debruçadas no calor de almas em chamas.

gilbert antonio
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Amores anônimos que padecem de paixão platônica e amam sem pudor.
Um império dos sentidos vertiginosamente secretos.

Gilbert Antonio
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It´s clear that just being fair and good is not enough to move forward in the challenges of our personal background, especially to the desired pace of love growth.


Gilbert Antonio
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